Estado de Espírito
Crise Lamentável
Gostava tanto de mexer na vida,
De ser quem sou - mas de poder tocar-lhe...
E não há forma: cada vez perdida
Mais a destreza de saber pegar-lhe.
Viver em casa como toda a gente
Não ter juízo nos meus livros - mas
Chegar ao fim do mês sempre com as
Despesas pagas religiosamente.
Não estar sempre a bulir, a quebrar coisas
Por casa dos amigos que frequento -
Não me embrenhar por histórias melindrosas
Que em fantasia apenas argumento
Que tudo em é fantasia alada,
Um crime ou bem que nunca se comete
Por meu Azar ou minha Zoina suada...
Extractos dum poema de Mário de Sá Carneiro
4 Comments:
Cinema às 21h? Ok, estarei lá. Que tal o Jardineiro fiel? Quanto à tristeza, faz dela uma samba, e verás que tudo melhora. Beijo grande!
"Uma arte
A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério."
Para ti, que ontem privilegiaste-me com a tua amizade!
O restante do poema que vimos está no meu blogue. Bishop a falar da perda, e nós em busca de algo. Será sempre assim, quando perdemos é exactamente o momento em que ganhamos algo, Pequenos Nadas?
Bairro Alto hoje?
Muito bom gosto poético. Bem escolhido, gosto muito do poema.
Li alguns dos textos e gostei do que encontrei. é bom saber que neste mundo perdido ainda existem pessoas capazes de terem ideias diferente, de marcarem a diferença.
Dá uma olhadela no meu blog (se quiseres):
www.palavasenterditas.blogspot.com
Beijos****
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