13.11.05

Estado de Espírito

Crise Lamentável

Gostava tanto de mexer na vida,
De ser quem sou - mas de poder tocar-lhe...
E não há forma: cada vez perdida
Mais a destreza de saber pegar-lhe.

Viver em casa como toda a gente
Não ter juízo nos meus livros - mas
Chegar ao fim do mês sempre com as
Despesas pagas religiosamente.


Não estar sempre a bulir, a quebrar coisas
Por casa dos amigos que frequento -
Não me embrenhar por histórias melindrosas
Que em fantasia apenas argumento

Que tudo em é fantasia alada,
Um crime ou bem que nunca se comete
Por meu Azar ou minha Zoina suada...

Extractos dum poema de Mário de Sá Carneiro

4 Comments:

At segunda nov. 14, 03:57:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Cinema às 21h? Ok, estarei lá. Que tal o Jardineiro fiel? Quanto à tristeza, faz dela uma samba, e verás que tudo melhora. Beijo grande!

 
At terça nov. 15, 05:18:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

"Uma arte

A arte de perder não é nenhum mistério;

Tantas coisas contêm em si o acidente

De perdê-las, que perder não é nada sério."

Para ti, que ontem privilegiaste-me com a tua amizade!

 
At terça nov. 15, 05:20:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O restante do poema que vimos está no meu blogue. Bishop a falar da perda, e nós em busca de algo. Será sempre assim, quando perdemos é exactamente o momento em que ganhamos algo, Pequenos Nadas?

Bairro Alto hoje?

 
At quarta nov. 23, 06:37:00 da tarde, Blogger CatarinaSantos said...

Muito bom gosto poético. Bem escolhido, gosto muito do poema.

Li alguns dos textos e gostei do que encontrei. é bom saber que neste mundo perdido ainda existem pessoas capazes de terem ideias diferente, de marcarem a diferença.

Dá uma olhadela no meu blog (se quiseres):
www.palavasenterditas.blogspot.com

Beijos****

 

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